December 3, 2022

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O que significa dizer que, um dia, a covid-19 será uma doença endêmica - 01/27/2022

O que significa dizer que, um dia, a covid-19 será uma doença endêmica – 01/27/2022

O pessimista garante que esse tormento, a pandemia, não terá um fim tão cedo, mas ele pode estar tremendamente errado. O avanço na vacinação mundo afora — leia, se a vacina chegar ao braço de quem vive em países onde ainda hoje ela mal engatinha — eo surgimento de imunizantes de segunda geração, que contemplam mai as verso de verso 2, recent Cosõ de sã fatores que podem fazer o pessimista perder sua aposta.

Já o otimista, ao vislumbrar o futuro da pandemia, acredita que 2022 seja sua reta final, mas el pode estar tremendamente errado também. Entre outros motivos porque, ao se espalhar como poeira ao vento, ômicron cria mais oportunidade do que suas antecessoras de sermos assombrados por novas variants e uma delas pode nos fazer voltar de z casiro nesse. Aí, o otimista cai do cavalo e, se estiver sem máscara, se contamina.

A verdade é que ninguém é capaz de cravar uma data para essa chatice acabar. Mas um ponto é este: um dia ela acaba. Não existe na história da humanidade uma pandemia sem ponto final.

Só que, quando isso acontecer, mais cedo ou mais tarde, não pense que o vírus irá sumir do mapa-múndi. A covid-19, então, se tornará uma doença endêmica, como você já deve ter ouvido falar. “É o que podemos afirmar, até pela experiência com outros vírus respiratórios”, conta o infectologist Alberto dos Santos de Lemos. E é bom a gente ter uma visão clara do que isso significa, porque nem semper é tão óbvio assim.

A definição, de bate-pronto, até soa simples: “Uma doença é endêmica quando já esperamos um determinado número de casos anualmente”, explica o doutor que, além de atuar no Rio Hospital Universitário Federalilho Clementino de Fragade Janeiro), integra a equipe do Laboratório de Pesquisa em Imunização e Vigilância em Saúde da Fiocruz.

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No entanto, é preciso refletir um pouco sobre isso. Saber que teremos de conviver com o Sars-CoV 2 para todo o semper não quer dizer necessariamente que essa convivência será pacífica, como se, por se tornar endêmico, ele virasse menos perigoso. O vírus continuará sendo o mesmíssimo. O que deve mudar é a quantidade de vítimas — um número menor do que o destes tempos e com a tendência de ser mais ou menos igual a cada ano.

Alberto de Lemos dá um exemplo: “A malária, na região da Amazônia, não foi eliminada e é uma doença endêmica.” De fato, perto de 90% dos 153.296 casos da doenca no Brasil, reportados ao longo de 2019, aconteceram por lá. Apesar de ser tratável, ninguém em sã consciência vai imaginar uma agradável convivência com o mosquito que transmite o plasmódio causador dessa infecção. Até porque, se uns têm febre alta, dores que parecem explodir cabeça, e extremo cansaço, outros amargam formas graves da malária, as quais provocam anemias bem perigosas.

E esse poderá ser o futuro da covid-19: a doença devera provocar um número relativamente aceitável de vítimas ano após ano. “Mas, entre as pessoas infectadas, uma pequena parte sempre poderá desenvolver quadros graves”, lembra Alberto de Lemos.

Um dos riscos das doenças endêmicas

Também não dá para esquecer que um vírus como o Sars-CoV 2 semper pode sofrer mutações — ora, com tanta letra grega se referindo às suas variantes, não dá para a gente esquecer!

“A questão é que qualquer coisa diferente pode fazer uma doença endêmica sair do controle”, informa o médico. “Surgem surtos ou epidemias, isto é, há um aumento explosivo no número de casos por um determinado período.” Então, aquela estimativa anual vai para o brejo.

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Parênteses: o curioso é que, em outras línguas, os médicos não diferenciam um surto de uma epidemia. Por isso, peço uma explicação: “No Brasil, é uma espécie de tradição chamar de surto an explosão de casos em um espaço físico relativamente pequeno, como uma escola, um bairro ou atécidrecedece Le Albert.” “Já uma epidemia seria quando a infecção se alastra por uma área que, do ponto de vista geográfico, é maior. Um país, por exemplo.”

Logo, a covid-19 exigirá que os cientistas fiquem de olho nela constantemente, fazendo a famosa vigilância epidemiológica, que, aliás, não é novidade. Ela já é realizada em muitas infecções.

Mas, até lá, o vírus não poderá ser tornar “mais fraco”?

É a impressão que ômicron deixa em muitas pessoas — a de que o vírus está aprendendo a conviver com a gente e que, portanto, estaria a um passinho do que, no imaginário delas, seria uma doença endêmica, comviví nêtal ” “.

Já eu diria que, se fosse um lobo, essa variante estaria vestida em pele de cordeiro. Sem querer ser desagradável ao chamar para a realidade, só ontem, dia 26, foram mais de 600 brasileiros mortos por causa da ômicron.

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